Não sei se sinto mais saudades dos amores que não tive ou daqueles que o tempo nos separou. Mas os que mais doem, são os amores que não vivi. Eles tem o insuportável peso do “se” e a agonia de poder ter sido tudo, qualquer coisa que eu possa imaginar, montar e sentir. São essas abstrações também, porque de todo modo o amor para algo abstrato, que por terem me poupado das decepções pertinentes ao amor, me são mais amargar. É uma aprendizado incompleto, uma dor não cicatrizada, uma tempestade que não passa, um sol com mor-maço, uma pagina meio lida-meio amassada-meio colada. Um ponto final que nunca começou. E o vazio-abismo que fica entre você e o que poderia ter-não sido?
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Te amo, não-amor