Não sei porque ainda teimo em querer, ou tentar ser, racional. Digo que não sei, porque isso não funciona “na verdade”. Não funciona porque no fundo, do fundo, nenhuma super mulher ou nenhum super homem, seja máquina suficiente que possa por A+B resolver seus ímpetos emocionais em concretas filosofias à la “penso logo existo”.
Talvez como dia, ou aviso prévio, essa semana tive uma crise de labirintite.
- Quando se tem crise de labirintite é porque você ultrapassou seu nível de stress.
Não apenas sei que estava super mega hiper estressada, como também suspeito quais foram os estopins, e um deles tem justamente a ver com tentar racionalizar as emoções.
Se meu velocímetro não estiver quebrado, eu estou apaixonada. E francamente, acho até meio ridículo dizer isso de uma situação que tempo, espaço, cultura e reciprocidade caminham pro lado oposto.
O.k.Mas, finjamos que estamos na CNTP (Condições normais de temperatura e pressão) e que eu esteja apaixonada. Depois de todo aquele blá blá blá super bem educado (ponto pra ele. Foi realmente super educado, que eu até achei que o interesse poderia ser recíproco, embora isso ainda esteja no campo das hipóteses) e desconfiando de que ouvi algo meio suspeito, montei uma armadilha gramatical para saber se o mancebo era ou não comprometido.
E…Pimba! Pimba nada, porque nem ele sabe ao certo se ele tem ou não tem alguém,mas esse parênteses não vem ao caso agora.
A questão é: fiquei meio sem pé no chão, não esperava essa “possibilidade” ou melhor dizendo a falta dela. Mas, o “logos” logo começou a agir e disse: Calma Nádia, é totalmente viável que coisas como essas ocorram. Além do mais, ele nunca te deu falsas esperanças. É isso ai, bola pra frente. It’s fine.
Quando na verdade não era nada disso que rodava nas entrelinhas. Fiquei bem tristinha, confusa, perdida, me sentindo só. Pra ser bem sincera me senti como uma menininha de 3 anos de idade que vai correndo pro quarto chorar no travesseirinho.
Talvez era isso que eu deveria ter feito: ter chorado, me expressado. Mas não fiz. Como mulher grande e criada que eu sou, segurei a onda e me mantive ali. Afinal de contas, não aconteceu NADA para todo esse drama! Mas isso, é o logos falando…
A muito tempo fujo das minhas emoções, sentimentos e desejos em nome de um “It’s fine”.
Como não sofrer com a pobre da labirintite que serviu de válvula de escape? Eu ainda estou refletindo e elaborando essa situação. Não cheguei em nenhuma conclusão e nem sei se chegarei. Portanto, esse texto não terá um ponto final agora, eu só queria exteriorizar essas lágrimas contidas, que por algum motivos não querem “verticar” em meu rosto. Assumir que eu tenho essa parte de osso, mas também uma de carne. E posso até ter um coração peludo, mas é como o monstro daquele filme de criança