“You are brave”
Por muitas razões, de diversas formas e cores eu não gostava da Alemanha e dos alemães. Mesmo assim fui lá conhecer essa terra não tão distante. Está certo que eu tinha alguns objetivos específicos para ir até lá, mas esses objetivos estavam muitos mais para subjetivos do que qualquer outra coisa. Fui, sem me deixar pensar muito, porque quando penso, acabo pensando demais e agindo de menos, bem de menos.
Visitei algumas cidades, conheci e reconheci algumas outras pessoas. Não foi um grande deslumbro – acho que estou pegando a doença de normatizar as coisas – mas eu particularmente gostei muito da experiência que eu tive lá. Sobretudo pelas pessoas.
Eu sinceramente acho que mesmo em meio a um turbilhão de complexidades eu sou muito feliz com as pessoas que cruzam meio caminho. Talvez, como disse um grande amigo, é por serem complexas que acabam me despertando interesse, embora eu saiba que não existe ninguém tão simples de um lado e tão complexo de outro, na balança da vida.
E foi justamente isso, que eu vi lá, na prática. Ingenuidade ou não, conheci pessoas que continuam a burlar as regras dos semáforos, lugares de “primeiro mundo” com uma internet péssima, sujos e todas as coisas de todos os lugares e todas as pessoas. Até aí, tudo bem.
Adorei os museus que pude visitar e fiquei pensando no acesso que eles tem e sim, isso é bem bacana, mas muitas outras pessoas também deveriam ter esse tipo de acesso. Seja nos museus, nas operas ou até mesmo no Castelo que visitei, não conseguia apenas tirar fotos e ficar feliz como mais uma turista, brasileira, na Alemanha. Pensava que de uma forma ou outra, é graça aos países “subdesenvolvidos” que eles se desenvolveram…
Fiquei encantada com o sistema de transporte público e pensava com todas as forças porque aqui também não funcionava…De como as pessoas deixam suas bicicletas no meio da rua e ninguém pega – isso em Munique – de como eu podia fazer trilha as 10 da noite num lugar totalmente seguro. Não tinha como não comparar…mas não acho que por isso ali seja o melhor lugar do mundo…
Talvez seja um dos melhores porque lá eu fiz amigos, assim como o brasil é lindo para mim, porque aqui tenho amigos que são lindos, bem como no Ecuador e até incrivelmente nos USA. E elas, as pessoas, minha grande paixão, foi quem deram a cereja do bolo dessa viagem – porque eu não estava querendo ver neve…acreditem.
Foi bom poder conhecer pessoas que se permitem, mesmo com seus limites, a se relacionarem com outras pessoas. Que se permitem serem ridículas, covardes e ao mesmo tempo corajosas e super fofas…Ah…eu voltei dessa viagem com o coração derretido de tanta fofura com que me acolheram! Não queria sair de perto de tanto carinho…eu que há tanto tempo estou carente de certos afagos.
E, todas essas pessoas, experiencias e situações fizeram com que eu pensasse mais sobre mim, meus planos, objetivos desejos…Foi uma boa viagem de auto conhecimento também.
Quero voltar…não sei se para buscar algo, completar algo, ou continuar a me questionar. E espero que seja em breve, brevíssimo tempo.
P.S.: Uma das minhas decisões lá, foi enfim, fazer minha tatoo!
























